sexta-feira, 18 de março de 2011

Hoje entre todas aquelas ruas e ruelas por onde andei, conheci uma menina. Menina essa que estava feliz por estar com todas aquelas pessoas, mas que acabou por me confessar que algo no seu interior a estava a atormentar.
Alguém de quem ela gostava muito, não estava no seu pleno, e isso fazia com que ela tambem não conseguisse estar.
Eles são próximos e já foram mais que isso, mas tudo isto que está a acontecer voltou a trazer “à superficie” aquela amizade antiga da qual a menina já tinha saudades.
Confessou-me tambem que queria estar ao lado dele neste momento, embora soubesse que não ia valer de muito.
Ela não queria que tudo isto acontecesse, está triste por ele, mas uma coisa é certa, isto aproximou-os (pelo menos ela assim o julga) e ela não quer voltar a estragar tudo como já fez anteriormente.
Agora o que a preocupa, é a felicidade dele e não a dela. Gostava de a conseguir ajudar mas ela está demasiado inquietante.
Essa menina só queria voltar a acordar e ter uma mensagem que lhe demonstrasse que tudo se tinha resolvido, que ele estava novamente feliz. Só aí ela iria ficar tranquila, e a ideia constante de como é que ele estaria a viver tudo isto, desapareceria.
Portanto, só lhe resta ficar ao lado dele até que este lhe diga vai-te embora... aí ela irá, principalmente se isso o fizer mais feliz.


aula de história 17\03\2011
mag

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Algo que se passou, fez-me percber que uma das melhores coisas depois do fim de um namoro, é o respeito e a consideração.
Quando isso se perde, está tudo errado.
Mudanças na vida dele, fizeram com que eu percebesse e aprendesse algo.
Percebi que pensava de forma errada em relação a algumas coisas. Percebi que a amizade era bem mais importante e percebi que aquele verão estava ultrapassado.
Saber que ainda há consideração devido ao que se passou, fez-me sentir muito melhor (se bem que eu não estava mal, pelo contrário).
No fundo, uma vez mais tive a prova de que falar é o mais importante, de que uma boa conversa esclare muita coisa.
O nosso erro foi que era sempre sem querer, mas íamos sempre querendo.


aula de filosofia, 25\02\2011
mag

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Cada vez me apercebo mais de que tudo muda de um momento para o outro.
Há alturas em que tudo parece minimamente estável, mas acaba por desabar quando menos esperamos.
Ultimamente não tenho pudor algum em dizer “gosto de ti” , “fazes-me bem” , “preciso de ti” , pois posso não ter mais alguma oportunidade para o fazer, pois tudo pode desaparecer, tudo pode mudar, acabar. Há que aproveitar as oportunidades que a vida nos dá, há que viver cada dia como se fosse o último, há que aproveitar ao máximo cada momento com as pessoas de quem gostamos.
Temos que demonstrar os sentimentos, pois podemos não ver mais essa pessoa, e depois acabamos sempre arrependidos.
Frequentemente penso nas pessoas das quais gosto e que estão longe. Imagino como seria se nunca mais as visse, em como é que iria reagir, como é que iria suportar, o que é que faria. Se já tenho tantas saudades delas por não as ver durante alguns meses, como seria se nunca mais as visse?
Por isso a todos aqueles que estão longe digo “não estão perto de mim, mas estão em mim, é mais perto”.
Particularmente aos que estão perto digo “devo-vos o meu sorriso todos os dias”.
De uma forma geral, se tudo mudar amanhã, digo a todos que vos amo, que são importantes, que não vos quero perder e que vão ser sempre os mais importantes e que não me arrependo de nada que passei com cada um.
Vocês sabem quem são.


aula de história
mag

domingo, 6 de fevereiro de 2011

No meio da agitação e do barulho, estou em silêncio mas o meu interior parece gritar. Ultimamente acontece regularmente.
Há um misto de emoções e sentimentos. Consigo estar feliz e orgulhosa, triste e desiludida com as mesmas pessoas (sim, porque não bastava sentir isto por uma, tinha logo de sentir por duas).
Ponho os phones e tento passar ao lado do que acontece à minha volta, aumento o som para não ouvir (ou tentar não ouvir) os gritos que ecoam dentro de mim, para não ouvir tudo aquilo que existe dentro da minha cabeça. Chamem-lhe cobardia, ou o que quiserem, mas que isto é insuportável, lá isso é.
Está a acontecer aquilo que é retratado naquelas frases “vivo surda de gritar comigo mesma”, “tento mostrar que sou feliz sem noticias tuas”.

O apoio arranjou outra ocupação e não o posso julgar por isso. Talvez um dia ele volte, talver quando eu já não precisar, talvez tudo isto aconteça por uma razão que eu ainda não consegui descobrir qual é. Talvez eu já não precise dele, apenas o queira.
“Quando não me quiserem, mas precisarem de mim, eu fico. Quando me quiserem mas já não precisarem de mim, terei de ir”.



substituição de macs, 03\02\2011
mag

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Imagino que estou lá. No moinho que tantas histórias poderia contar se falasse, naqueles baloiços onde já ri e chorei, naquela rampa onde tantas noites estive.
Penso no que faria se lá estivesse, se pudesse visitar tudo aquilo, agora, neste preciso momento.
Locais onde poderia estar sem me preocupar com a aparência, sem preocupações relativas às minhas acções, pois sou recebida da melhor forma, assim tal e qual como sou, sem disfarçar nada.
A calma retomar ao meu corpo era o desejado, e para isso nada melhor que todos aqueles sitios, todos aqueles cantinhos pertencentes ao meu mundo, pertencentes ao paraíso, que particularmente pertencem aquela terra que de uma maneira ou de outra, me viu crescer, me viu chorar, rir, saltar, gritar, cantar, abraçar, dançar, divertir-me e desabar nas emoções mais profundas nos momentos da despedida.
O tempo parece não passar para que possa lá voltar, para que me possa refugiar nos meus sitios, e infelizmente (isto já está a mudar) para estar com a tal pessoa que está longe e não faz planos de ficar perto.
algures numa aula de história
mag

sábado, 27 de novembro de 2010

A viagem como conhecimento do eu e dos outros

Durante uma viagem descobrimo-nos a nós próprios e aos outros, adquirimos conhecimentos sobre a nossa pessoa e vemos quem realmente os outros são.
atitudes que até podemos nunca ter esperado de certas pessoas, mas quando fazemos uma viagem com elas vemos que tudo é possivel, percebemos que afinal não a conhecíamos totalmente, porque a viagem é isso mesmo, um conhecimento do eu e dos outros.
Quando estamos longe da chamada “zona de conforto”, as nossas atitudes são diferentes, tornamo-nos mais impulsivos e por vezes, revelamos aquilo que realmente somos. Sim, também ficamos a conhecer-nos a nós próprios, porque vemos que afinal não somos as pessoas perfeitas que um dia tentámos e imaginámos vir a ser.
Numa viagem que fiz, alguém me disse: “Se queres conhecer os teus amigos, faz uma viagem com eles” , na altura aquilo tocou no meu intimo, mas só mais tarde percebi o significado daquela frase, e sim hoje concordo totalmente com ela. Hoje sei que a melhor forma de conhecer uma pessoa é fazer uma viagem com ela, partir à descoberta de uma sitio desconhecido, onde tudo é possível. Ao longo de uma viagem, vivemos novas experiências que nos põem à prova, ultrapassamos aquilo a que chamava-mos limites, porque ao estar num sitio desconhecido, acabamos por não ter medo de certas coisas, porque estamos com pessoas nas quais confiamos. Há momentos, em que amizade, companheirismo, animação são as únicas palavras que existem, e é aí que os limites e medos são superados, quase ser nos apercebermos.
Por isso, aqui fica um conselho, se estás a precisar de descobrir o teu verdadeiro eu, faz uma viagem e se fores com amigos, aproveita e descobre quem eles realmente são. Acredita que não há melhor forma de o descobrir.


texto para português,15\11\2010
mag

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ensinou-me que um para sempre é muito tempo, que juras de amor eterno não passam de ilusões.
Os sonhos foram postos de lado, os planos não passaram disso mesmo, de meros planos. O puzzle perdeu as peças chave, as que encaixavam na perfeiçao desapareceram. O seu coração felizmente continua a bater , mas agora, já não por mim.
Amar-mos a vida um com o outro, esta ter o dobro do sentido, completarmo-nos, nem sempre quer dizer tudo.
Eu deixei de ter insegurança em relação ao amor dele por mim, continuei com medo de o perder e perdi.
Ser muito num mundo tão pequeno, era suposto ser um elogio? Então qual foi o intuito de dizer isso e passado uns dias dizer que está confuso?
Ter o namorado perfeito nem sempre é sinal de felicidade duradoura.
Nunca me pediu para mudar, sempre me disse que não era por isso que ia gostar mais de mim. Já repararam que quando falo dele uso duas palavras fortes mas com significado distinto? Nunca e Sempre.
Ensinou-me que a palavra amo-te era uma palavra banal quando duas pessoas sabem o seu significado e a usam para mostrar o seu afecto entre si. Quando um namorado fica sem paciência, o fim da relação está declarado, embora as pessoas em questão raramente se apercebam.
Pôs a hipótese de não aguentar e não aguentou mesmo. A prova disso, havia de chegar uma semana depois.
Distância, Saudades, foram estas as palavras que ditaram o fim daquilo que tínhamos enquanto namorados.
Foi a primeira vez que alguém acabou comigo e me disse “eu amo-te nunca duvides, é contigo que imagino a vida a dois”. Até nisso ele foi diferente.


Azeitão, 20\11\2010
mag